O que uma organização precisa saber antes de escolher um treinamento?
A maioria das escolhas de treinamento começa pelo lado errado. Chega uma proposta bem desenhada, um palestrante conhecido, um programa que a empresa concorrente acabou de contratar, ou simplesmente um orçamento que precisa ser usado antes do fim do ano. A conversa logo vira sobre formato, carga horária e preço. Quem já esteve nessa mesa sabe como é fácil sair dela com um contrato assinado e sem ter respondido a pergunta mais importante: para resolver o quê?
Esse não é um problema pequeno nem raro. A Pesquisa Panorama do Treinamento no Brasil 2025/2026, da ABTD, mostra que 53% das empresas definem o orçamento de T&D a partir dos valores dos anos anteriores, e que 51% desse orçamento vai para fornecedores externos. Ao mesmo tempo, só 3% dos projetos de treinamento têm seus resultados para o negócio avaliados, e apenas 1% o retorno sobre o investimento. Investe-se bastante, muitas vezes por inércia, e raramente se sabe o que voltou.
Investe-se bastante, muitas vezes por inércia, e raramente se sabe o que voltou.
A primeira coisa a saber, portanto, é qual comportamento precisa mudar e por quê. Não "desenvolver liderança", mas algo como "nossos coordenadores não dão retorno sobre as entregas e isso está gerando retrabalho". Vale concentrar esforços em poucas competências, duas ou três, que realmente façam diferença naquele contexto. Uma lista longa de temas costuma ser sinal de que o diagnóstico ainda não foi feito.
A segunda é quem precisa disso, e em que ponto cada pessoa está. Um bom programa desenha um caminho "de onde para onde" para cada participante. A terceira é como o aprendizado vai encontrar o trabalho do dia a dia: em que situações a pessoa vai praticar, quem vai acompanhar, que espaço o gestor vai dar para isso acontecer. E a quarta é como você vai saber se funcionou, definida antes de começar, e não depois, quando já é tarde para ajustar.
Com essas respostas em mãos, escolher fica muito mais simples, e o fornecedor certo se revela sozinho. Um bom parceiro de desenvolvimento vai fazer essas mesmas perguntas a você antes de apresentar qualquer proposta. Se a conversa começar pelo catálogo, sem nenhuma curiosidade sobre o seu contexto, vale desconfiar.
É por isso que a vertho.ai começa antes do treinamento. Antes de qualquer proposta, queremos entender a estratégia do seu negócio, o que cada cargo exige e em que ponto cada pessoa está, a partir de um diagnóstico de competências e de um indicador do ambiente de trabalho. Só então desenhamos a jornada: poucas competências que realmente importam, trilhas personalizadas e uma forma clara de medir, no final, se valeu a pena.