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O papel do gestor no desenvolvimento das pessoas

2 min de leitura

Talvez você reconheça esta cena. A pessoa volta de uma formação animada, cheia de ideias, querendo experimentar o que aprendeu. Na segunda-feira, o gestor a recebe com uma pilha de urgências e um "agora vamos voltar ao trabalho de verdade". Ninguém fez nada de errado de propósito. Mas, em poucas semanas, aquele entusiasmo vira lembrança, e o investimento em formação vira mais uma linha no orçamento.

É comum tratar o desenvolvimento de pessoas como responsabilidade do RH, com o gestor no papel de quem libera a agenda. Mas é o gestor quem mais molda a experiência de trabalho de uma equipe, e hoje ele mesmo está sob pressão. O State of the Global Workplace 2026, da Gallup, mostra que o engajamento global caiu para 20% em 2025 e que a principal causa foi a queda entre os gestores: de 27% para 22% em um único ano, a maior queda desde que a Gallup começou a medir, em 2009.

Há, porém, um sinal animador no mesmo relatório. Nas organizações que a Gallup considera referência, 79% dos gestores estão engajados, quase quatro vezes a média global. E a própria pesquisa aponta o motivo de tanta diferença: poucos gestores têm talento natural para liderar pessoas, e muitos nunca receberam a formação necessária para orientar equipes e indivíduos rumo a um bom desempenho. Liderar bem pode ser aprendido, desde que alguém se ocupe disso.

Liderar bem pode ser aprendido, desde que alguém se ocupe disso.

Na prática, o papel do gestor no desenvolvimento é menos sobre ensinar e mais sobre criar as condições para que o aprendizado aconteça no trabalho. É deixar claro o que se espera de cada pessoa. É abrir espaço para a pessoa praticar o que está desenvolvendo, mesmo que no começo ela erre. É observar e dar retorno perto do momento em que as coisas acontecem, e não meses depois. E é tratar o PDI como uma conversa contínua, e não como um formulário de fim de ano.

Ao mesmo tempo, é preciso ser justo com quem lidera. Gestores costumam estar sobrecarregados e raramente foram preparados para esse papel. O mesmo relatório da Gallup mostra que quem lidera relata com mais frequência do que o restante do time ter vivido estresse, raiva, tristeza e solidão no dia anterior. Cobrar que desenvolvam pessoas sem oferecer apoio, informação sobre cada membro do time e uma rotina que caiba na agenda é transferir o problema de lugar. O gestor é peça central, mas não deveria estar sozinho.

A vertho.ai foi pensada também para quem lidera. O gestor passa a contar com um retrato claro de cada pessoa do time, das competências em desenvolvimento e da evolução ao longo do tempo, em dashboards que apoiam conversas de desenvolvimento e decisões de promoção e sucessão. Enquanto isso, o acompanhamento do dia a dia chega a cada colaborador pelo WhatsApp. O gestor não precisa fazer tudo sozinho nem de memória: tem informação e apoio para fazer o que só ele pode fazer, que é estar presente.

O que sua organização precisa desenvolver hoje?

Vamos entender juntos como transformar essa necessidade em desenvolvimento individualizado e acompanhado.